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:: sexta-feira, janeiro 17, 2003 ::

Going Home

Acho que alguns homens nasceram no lugar errado. Vivem acidentalmente em certos lugares, mas sentem sempre uma nostalgia por um lar que não conhecem. São como estranhos nos lugares em que nasceram, e as alamedas que conheceram na infância ou as ruas movimentadas em que brincaram não são senão um lugar de transição. Passam a vida inteira como estranhos entre seus parentes e permanecem indiferentes às únicas paisagens que conheceram. Talvez seja essa sensação de estranheza que leva os homens para longe, à procura de algo permanente, a que possam prender-se. Talvez algum atavismo profundo leve os que perambulam pelo mundo de volta a terra que seus ancestrais deixaram nos primórdios da história. Às vezes um homem chega num lugar ao qual sente misteriosamente pertencer. Esse é o lar que procurava, e ele se estabelece entre paisagens que nunca viu antes, entre homens que, igualmente, nunca viu, como se os conhecesse desde que nasceu. Aí ele encontra sossego finalmente.
(W. Somerset Maughan)

Muito obrigado Annix!


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:: quarta-feira, janeiro 15, 2003 ::
O futuro é um passado distante.

Os olhos cansados pedem o merecido descanso. O corpo, tão maltratado, já não tem vigor ou força.
É 1944, Jean-Marc luta pela resistência. A visão embotada fita o horizonte, onde as linhas paralelas de metal se perdem.
Ele sabe que será o fim, sua missão de destruir os trilhos usados pelos demônios o levará embora, mas ele não liga, não existe remorso. Lembra-se da estrela amarela vinda do inferno e de seus queridos em fila, suas faces inertes, num estado onde não há mais dor.
Uma nuvem cinza sobe no horizonte, o trem se aproxima. Jean-Marc sente a morte presente ao seu lado, os cabos de detonação são muito curtos.
Sua mão tremula pelo cansaço e frio procura no bolso interno do puído casaco o item que ainda lhe aquece o coração. Uma imagem de outra vida. O pacífico sapateiro que agora é um mestre da guerra chora, lembrando de Isabelle. Os dedos acariciam a foto, por um momento sente-se bem, como que envolvido pelos braços de sua falecida amada. O trem esta mais próximo, já é possível ouvir o barulho da máquina. Ele se levanta, que essa seja sua última visão, o vale de La Loire.
A locomotiva aparece, Jean-Marc sorri, pensando em Isabelle. O resto é fácil.

Baseado em "L’avenir est un long passe" de Martial Tricoche. Adaptado por mim.

:: Cato 1:30 PM [+] ::
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